Descubra o universo Braille: sistema de aprendizado acessível a todos

Você sabia que o sistema Braille é um método de leitura e escrita em relevo utilizado por pessoas com deficiência visual? Esse sistema de aprendizado foi criado por Louis Braille há quase dois séculos e revolucionou a maneira como as pessoas cegas e com baixa visão se comunicam e aprendem.

Embora a maioria de nós tenha ouvido falar sobre o Braille, é possível que muitos não conheçam sua história, como chegou ao Brasil, aplicabilidade e como pode ser uma ferramenta importante para promover a inclusão e a acessibilidade.

Portanto, neste artigo, vamos explorar o universo desse sistema de aprendizado, desde sua origem até impacto nas empresas e na sociedade atual. Prepare-se para mergulhar em um mundo fascinante e cheio de possibilidades. 😊

Criação do sistema Braille

Louis Braille foi um jovem francês que perdeu a visão em um acidente aos três anos de idade. Então, com apenas 15 anos desenvolveu o método, para ler e escrever sem precisar enxergar as letras do alfabeto.

Alfabeto utilizado no sistema Braille

Antes de tudo, o sistema consiste de pontos em relevo dispostos em células de seis pontos, que podem ser lidos com os dedos e em qualquer idioma.
Cada célula representa uma letra, número, pontuação ou símbolo, permitindo que as pessoas cegas e com baixa visão possam ler e escrever textos.
O sistema Braille tornou-se popular mundialmente e é considerado um dos maiores avanços na inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade. Com efeito, permite que todos tenham acesso à informação e educação, além de se comunicarem com mais eficácia.

Braille no Brasil

Primeiramente, o Braille chegou ao Brasil no século XIX, através do Imperador Dom Pedro II. Ele ficou impressionado com o sistema durante uma visita à França e, após o retorno ao Brasil, decidiu encomendar uma máquina de escrever em Braille e contratar professores para ensiná-lo às pessoas com deficiência visual.

Homenagem do GoogleDoodle em comemoração ao 189º aniversário do educador

Sobretudo, o principal responsável por popularizar o sistema foi José Álvares de Azevedo, que aprendeu o sistema na França, onde estudou por alguns anos. Nascido cego em Portugal (1834), mudou-se para o Brasil ainda jovem, tornando-se professor de cegos na cidade do Rio de Janeiro.

Então, em 1854, ele ajudou a fundar a primeira escola pública para cegos no Brasil, chamada de “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, sendo o primeiro diretor. Dessa forma, após sua morte em 1913, a escola mudou de nome para “Instituto Benjamin Constant“, que é uma das principais escolas para cegos no Brasil até hoje.

A saber, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita em 2019, o país tem 17,3 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Dentre elas, 3,4% (ou 6,978 milhões) tinham deficiência visual.

Inserindo o Braille no ambiente corporativo

Todavia, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito para promover a sustentabilidade, acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência visual. Diversas empresas não oferecem recursos adequados de acessibilidade, incluindo a transcrição de materiais para o Braille.

Inegavelmente, isso pode levar à exclusão dessas pessoas em atividades e oportunidades de emprego, além de limitar sua independência e autonomia. Dessa forma, existem algumas ações que as organizações podem tomar para melhorar o cenário em favor do Braille e dos deficientes visuais.

5 ações para empresas inclusivas

  1. Incluir a acessibilidade como um valor corporativo: as empresas podem se comprometer publicamente, investindo em tecnologias e treinamentos para seus colaboradores.
  2. Contratar pessoas com deficiência visual: promoção da inclusão para trazer perspectivas valiosas ao desenvolvimento de produtos e serviços acessíveis.
  3. Produzir materiais em Braille: materiais em Braille para seus clientes, como folhetos informativos, manuais de instrução e etiquetas de produtos.
  4. Incentivar o uso de tecnologias acessíveis: oferecer opções de tecnologias acessíveis, como softwares de reconhecimento de voz e teclados em Braille, para seus colaboradores e clientes.
  5. Capacitar seus funcionários: disponibilizar treinamentos para seus colaboradores sobre acessibilidade e inclusão, capacitando-os a oferecer um melhor atendimento aos clientes com deficiência visual.

Recursos tecnológicos para Braille

Ademais, existem diversos programas de computador, aplicativos e plugins de navegador que podem converter texto para Braille de forma rápida e fácil.

Então, essas ferramentas são especialmente úteis para pessoas com deficiência visual que desejam acessar conteúdo digital em Braille, seja para fins de estudo, trabalho ou lazer. Entre as opções disponíveis, destacamos:

  • Duxbury Braille Translator = software popular e reconhecido para a conversão de textos para Braille. Veja mais aqui.
  • Braille Back = aplicativo para pessoas cegas ou com baixa visão usarem smartphones e tablets com sistema Android, facilitando a comunicação em Braille.
  • ChromeVox = plugin gratuito do Google Chrome que lê o texto em voz alta e converte em Braille, melhorando a navegação web.

Instalando a extensão ChromeVox

Para instalar a extensão ChromeVox no Google Chrome, siga estes passos:

  1. Abra o Google Chrome e vá em “Mais ferramentas” > “Extensões”;
  2. Acesse a Chrome Web Store e pesquise por “ChromeVox”;
  3. Selecione a extensão “ChromeVox – Leitor de Tela” e clique em “Adicionar ao Chrome”;
  4. Confirme a instalação clicando em “Adicionar extensão”;
  5. Espere alguns segundos até que a instalação seja concluída.

Por fim, para ativar o ChromeVox, pressione as teclas Ctrl + Alt + Z.

Conclusão

O Braille não é apenas um sistema de aprendizado, mas também uma forma de promover a igualdade de oportunidades e tornar a sociedade mais justa e inclusiva para todos.

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Luciane Liberato
Luciane Liberatohttps://www.invistanosestudos.com.br/
Founder na Invista nos Estudos, Administradora, coach, especialista em Logística Empresarial, Gestão de Projetos e Transformação Digital & Inovação. É Master Black Belt Lean Seis Sigma, instrutora de cursos gerenciais e mentora em projetos diversos.

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